Atividades Português 8º anos Prof.: Yago

Português Prof.: Yago



Olá, meninos e meninas!
Continuaremos com a nossa jornada de estudo domiciliar.
 Atenção 
 (14 a 18 de dezembro) 

Produção textual para todas as turmas. Tema- Natal hoje

 
 (07 a 11 de dezembro) 
+ Semana dedicada a atualização de atividades. 
  - Entre em contato diretamente com os professores de cada disciplina para ter as orientações da semana. 




 (16 a 20 de novembro) 
Leitura dos capítulos abaixo, do livro Eu sou Malala.

“Meu pai, o Falcão”, páginas 24 a 34;
“Crescendo numa escola”, páginas 35 a 48;
“A aldeia”, páginas 49 a 56;
“Por que não uso brincos e por que os pachtuns não dizem “obrigado”, páginas 58 a 66.

Um forte abraço a todos!
Boa leitura e bons estudos.



 (09 a 13 de novembro) 
Leitura da seção Antes do Talibã, páginas 12 a 23, intitulada “Nasce uma menina”, do livro Eu sou Malala.

Um forte abraço a todos!
Boa leitura e bons estudos.


 (02 a 06 de novembro) 
CÍRCULO VIRTUAL DE LEITURA

Atividade da Semana Passada: Saiba um pouco mais sobre a vida da escritora Malala. Acesse os links abaixo e confira os seguintes vídeos que indicamos.



Um forte abraço a todos!
Boa leitura e bons estudos.



 (26 a 30 de outubro) 

CÍRCULO VIRTUAL DE LEITURA
Livro no link abaixo: 

Leitura do capítulo 3 “Crescendo numa escola”,
páginas 35 a 48, do livro “Eu sou Malala”.

Um forte abraço a todos!
Boa leitura e bons estudos.


 4ª Semana (19 a 23 de outubro) 
CÍRCULO VIRTUAL DE LEITURA
Livro no link abaixo: 


Atividade da Semana Passada: Leitura da seção Antes do Talibã, páginas 12 a
23, intitulada “Nasce uma menina”, do livro “Eu sou Malala”.

Atividade da Semana Atual: Leitura da seção 2 Meu pai, o falcão, páginas 24 a
34, do livro “Eu sou Malala”.

Um forte abraço a todos!
Boa leitura e bons estudos.

 Atividade 3ª Etapa 
 3ª Semana (13 a 16 de outubro) 
- Assista o Vídeo abaixo: 

Acabamos de conhecer a inspiradora história de Malala. Veja o vídeo  do seu discurso na ONU em 2013 e comente  (por escrito,  áudio ou vídeo)a seguinte fala:

"Vamos travar uma gloriosa luta contra o analfabetismo,  a pobreza e o terrorismo.  Vamos pegar nossos livros e nossas canetas, pois são  as armas mais poderosas.  Uma criança,  um professor,  um livro e uma caneta podem mudar o mundo.  A educação é  a única  solução. ":



 Atividade 3ª Etapa 
 2ª Semana (05 a 09 de outubro) 
Malala 

Aquela manhã de terça-feira começou como qualquer outra, embora um pouco mais tarde que o normal. Era época de provas, e então as aulas tinham início às nove horas em vez de às oito, o que era bom, pois não gosto de acordar cedo e consigo dormir mesmo com o cacarejar dos galos e o chamado do muezim para as orações. [...] 

A escola não ficava muito longe da minha casa, e eu costumava fazer o percurso a pé, mas desde o início de 2012 passei a ir com as outras meninas, usando o riquixá. [...] 

Passei a tomar o ônibus porque minha mãe começou a sentir medo de que eu andasse sozinha. Tínhamos recebido ameaças o ano inteiro. Algumas estavam nos jornais, outras vinham na forma de bilhetes ou de mensagens transmitidos pelos moradores. Minha mãe andava preocupada comigo, mas a milícia talibã nunca atacara uma menina e eu estava mais preocupada com a hipótese de que eles talvez visassem meu pai, que sempre os criticava publicamente. [...] 

Eu não estava assustada, mas passei a verificar, à noite, se o portão de casa estava mesmo trancado. E comecei a perguntar a Deus o que acontece quando a gente morre. Contei tudo à minha melhor amiga, Moniba. Morávamos na mesma rua quando pequenas, somos amigas desde a época do ensino fundamental e dividimos tudo: músicas do Justin Bieber, filmes da série Crepúsculo, os melhores cremes clareadores. Seu sonho era virar designer de moda, apesar de saber que sua família jamais concordaria; então dizia a todo mundo que queria ser médica. É difícil, para as meninas de nossa sociedade, ser qualquer coisa que não professora ou médica - isso, se quiserem trabalhar. Eu era diferente. Nunca escondi minha vontade, quando deixei de querer ser médica para ser inventora ou política. Moniba sempre sabia quando algo não ia bem comigo. "Não se preocupe", eu lhe dizia. "Os talibãs nunca pegaram uma menina."

Quando nosso ônibus chegou, descemos a escadaria correndo. As outras meninas cobriram a cabeça antes de sair para a rua e subir pela parte traseira do veículo. [...] O fundo do veículo, onde estávamos sentadas, não tinha janelas, apenas uma proteção de plástico grosso cujas laterais batiam na lataria. [...]

Na realidade, o que aconteceu foi que o ônibus parou de repente. [...] Devíamos estar a menos de duzentos metros do posto militar.

Não conseguíamos ver adiante, mas um jovem barbudo, vestido em cores claras, invadiu a pista e, acenando, fez o ônibus parar. 

"Este é o ônibus da Escola Khushal?", perguntou a Bhai Jan. O motorista achou aquela uma pergunta idiota, já que o nome estava pintado na lateral do ônibus. "Sim", respondeu. 

"Quero informações sobre algumas crianças", o homem disse. 

"Então você deve ir à secretaria da escola", orientou-o Bhai Jan. 

Enquanto ele falava, outro rapaz, de branco, aproximou-se pela traseira do veículo. "Olhe, é um daqueles jornalistas que vêm pedir entrevistas a você", disse Moniba. Desde que eu começara a falar em público com meu pai, para fazer campanha pela educação de meninas e contra aqueles que, como o Talibã, querem nos esconder, muitas vezes apareciam jornalistas, até mesmo estrangeiros, mas nunca daquele jeito, no meio da rua.

O homem usava um gorro de lã tradicional e tinha um lenço sobre o nariz e a boca, como se estivesse gripado. Parecia um estudante universitário. Então avançou para a porta traseira do ônibus e se debruçou em nossa direção. 

— Quem é Malala?", perguntou. 

Ninguém disse nada, mas várias das meninas olharam para mim. Eu era a única que não estava com o rosto coberto. 

Foi então que ele ergueu uma pistola preta. Depois fiquei sabendo que era uma Colt 45. Algumas meninas gritaram. Moniba me contou que apertei sua mão. 

Minhas amigas disseram que o homem deu três tiros, um depois do outro. O primeiro entrou perto do meu olho esquerdo e saiu embaixo do meu ombro esquerdo. Caí sobre Moniba, com sangue espirrando do ouvido. Os outros tiros acertaram as meninas que estavam perto de mim. O segundo entrou na mão esquerda de Shazia. O terceiro atingiu seu ombro esquerdo, acertando também a parte superior do braço direito de Kainat Riaz. 

Minhas amigas mais tarde me contaram que a mão do rapaz tremia ao atirar. Quando chegamos ao hospital, meu cabelo longo e o colo de Moniba estavam cobertos de sangue.

Quem é Malala? Malala sou eu, e esta é minha história.

(Malala Yousafzai. Eu sou Malala. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 13-7.)

muezim: é a pessoa que, em uma torre alta e estreita, chamada minarete, conclama os religiosos  a fazerem suas orações.

riquixá: tipo de veículo, pequeno e leve, muito usado no Oriente.

Quem é Malala? 

Malala Yousafzai nasceu em 1997, no vale Suat, Paquistão. No início de 2009, com 11 para 12 anos de idade, Malala escreveu um blog sob um pseudônimo para a BBC, de Londres, detalhando como era a vida sob o regime do Talibã, as tentativas dessa organização para tomar o controle da região e sobre as dificuldades das mulheres para poderem estudar. Os posts para a BBC duraram apenas alguns meses, mas deram notoriedade à menina. Ela deu entrevistas a diversos canais de TV e jornais, participou de um documentário e foi indicada ao Prêmio Internacional da Paz da Infância em 2011. Na época, ela não ganhou - mas foi laureada com o mesmo prêmio em 2013. 

Hoje, Malala vive na Inglaterra e seu sonho é voltar ao Paquistão quando as coisas estiverem diferentes.

O que é o Talibã? 

O Talibã é conhecido no Ocidente como um movimento político e religioso radical. Seu objetivo é recuperar os principais aspectos do islamismo - cultural, social, jurídica e economicamente -, com a criação de um Estado teocrático que regule a vida sacio política e religiosa. O conhecido ataque às torres gêmeas em Nova Iorque, em 11 de setembro de 2001, foi atribuído aos talibãs e a um de seus líderes, Os ama Bin Laden, que foi perseguido e morto pelos norte americanos. 

Hijab, niqab e burca

O texto de Malala faz referência a "cobrir a cabeça" como uma das normas do Talibã. 

Na religião muçulmana, a maioria das mulheres usa ao menos um véu. Contudo, há divergências quanto à obrigatoriedade desse uso, bem como quanto ao tipo de véu. 

Os trajes mais conhecidos são: 

hijab: véu que tem a finalidade de ocultar apenas o cabelo; 

niqab: véu que cobre o rosto e revela apenas os olhos; 

burca: veste feminina que cobre todo o corpo, até o rosto e os olhos. Utilizada no Afeganistão e em parte do Paquistão, é o traje defendido pelos talibãs.


QUESTÕES DE INTERPRETAÇÃO

1. O texto narra os acontecimentos que precederam um fato decisivo na vida de Malala. Qual é esse fato? 


2. Apesar de a escola ser próxima da casa de Malala, ela começou a ir de ônibus para a escola a partir do início de 2012. Leia "Quem é Malala?" e responda: O que explica essa mudança na rotina da menina? 


3. "Tínhamos recebido ameaças o ano inteiro. Algumas estavam nos jornais, outras vinham na forma de bilhetes ou de mensagens transmitidos pelos moradores", conta Malala. De quem partiam as ameaças? 


4. Malala tinha medo do que poderia acontecer? Justifique sua resposta com elementos do texto. 


5. Malala se destacou em seu país por causa, principalmente, de sua luta pelo direito de as mulheres estudarem. 


a) Naquela sociedade, quais são as únicas profissões toleradas para mulheres? 

b) Malala se adaptou a essas regras? 


6. Nos trechos "As meninas cobriram a cabeça antes de sair para a rua" e "Eu era a única que não estava com o rosto coberto": 

a) Que outra regra religiosa se percebe nesse hábito das meninas? 

b) Infira: Malala concordava com essa outra regra. Justifique sua resposta. 

c) O rosto descoberto de Malala pode ter contribuído para o atentado? Por quê? 

 

7. Quando sofreu o atentado, Malala tinha 15 anos. Que elementos do texto mostram que ela era uma adolescente igual às outras, tanto as do mundo oriental quanto as do mundo ocidental?




 4ª Semana / 1ª semana  (28 de setembro a 02 de outubro) 
CÍRCULO VIRTUAL DE LEITURA

Atividade da Semana Passada: Leitura da seção Prólogo do livro indicado.
Atividade da Semana Atual: Saiba um pouco mais sobre a vida da escritora Malala. 

Acesse os links abaixo e confira os seguintes vídeos que indicamos.


Um forte abraço a todos!
Boa leitura e bons estudos.



 3ª Semana (21 a 25 de setembro) 

Círculo Virtual de Leitura

Durante as próximas semanas, faremos uma atividade de leitura em nossas aulas de língua portuguesa, apreciando o livro “Eu sou Malala: a história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã”, escrito pela defensora da educação de qualidade de homens e mulheres em todo o mundo,
Malala Yousafzai. Mais abaixo, disponibilizarei o arquivo em PDF do livro que leremos juntos nas próximas semanas. Combinaremos uma semana para a leitura e outra para a extrapolação da leitura, através de atividades elaboradas pelo professor.

Atividade da Semana: Leitura da seção Prólogo do livro indicado. Link abaixo: 

Um forte abraço a todos!
Boa leitura e bons estudo

 2ª Semana (14 a 18 de setembro) 

CÍRCULO VIRTUAL DE LEITURA

Durante as próximas semanas, faremos uma atividade de leitura em nossas aulas de língua portuguesa, apreciando o livro “Eu sou Malala: a história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã”, escrito pela defensora da educação de qualidade de homens e mulheres em todo o mundo,
Malala Yousafzai. Mais abaixo, disponibilizarei o arquivo em PDF do livro que leremos juntos nas próximas semanas. Combinaremos uma semana para a leitura e outra para a extrapolação da leitura, através de atividades elaboradas pelo professor.

Atividade da Semana: Leitura da seção Prólogo do livro indicado. Link abaixo: 


Um forte abraço a todos!
Boa leitura e bons estudo



 1ª Semana (8 a 11 de setembro) 

Atividade da Semana: Autocuidado e valorização da vida.

O que fazer antes?
Assistir ao vídeo indicado abaixo:

O que fazer depois?
- Como você tem lidado com as emoções durante esse período de distanciamento social?
- Quais dicas das que foram indicadas no vídeo, quais você mais gostou?
- Em casa você tem encontrado formas de distração, prazer e entretenimento (divertimento) que ajudam a passar os dias de maneira mais leve?
- Conte um pouco do seu dia a dia em poucas linhas. Gostaria muito de saber como cada um de vocês tem se organizado nesse período. Vamos lá?

Se surgirem dúvidas, usem os grupos criados pelos coordenadores por meio do aplicativo Whatsapp. Mais uma vez, para que não esqueçam: cuidem-se!
Logo mais, estaremos todos juntos presencialmente.

 Atividades 2ª etapa encerradas 

 5ª Semana de julho (27 a 31) 

- Bom dia!
  Estamos em nossa última semana de atividade remotas antes de nossas férias. Sendo assim, nesta semana não teremos novas atividades. Reserve esta semana para colocar suas atividades em dia. Entre em contato com seus professores em nosso grupo de whatsapp.
  Bons estudos e boas férias. 



 4ª Semana de julho (20 a 24) 

Atividade da Semana: Revisão de atividades anteriores.
O que fazer agora?
Colocar em dias as atividades atrasadas e ainda não contempladas em seus estudos domiciliares.
Se surgirem dúvidas, usem os grupos criados pelos coordenadores por meio do aplicativo
Whatsapp. Mais uma vez, para que não esqueçam: cuidem-se!

Logo mais, estaremos todos juntos presencialmente.


 2ª Semana de Julho (06 a 10) 

Leitura do conto, a seguir:

Felicidade Clandestina

Clarice Lispector
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um
busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse enchia os dois
bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de
histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho
barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem
do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra
bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho.
Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas,
de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu
nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros
que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como
casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-
o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia
seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava
devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim
numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado
o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar,
mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que
era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa
do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo
mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e
diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo.
Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte.
Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir
com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não
escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu
sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer
sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o
livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra
menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos
espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa,
apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de
sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras
pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até
que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro
nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada
da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha

desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que,
finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo.
E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser. “Entendem? Valia mais do que me
dar o livro: pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a
ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não
disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que
segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até
chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter.
Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei
ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o,
abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era
a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como
demorei! Eu vivia no ar… havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase
puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.

- O que fazer agora?
  Pelo texto lido, você percebeu que a personagem principal tem uma relação de amor com a leitura,
tendo com o livro uma proximidade de afeto e de felicidade. Gostaria que você fizesse um pequeno
texto apresentando sua relação com os livros. Você tem costume de ler? Os livros fazem parte do
seu dia e das suas horas de estudo? Relate um pouco como você se relaciona com a literatura.
Se surgirem dúvidas, usem os grupos criados pelos coordenadores por meio do aplicativo
Whatsapp. Mais uma vez, para que não esqueçam: cuidem-se!
Logo mais, estaremos todos juntos presencialmente.


 5ª semana de junho/ 1ª de julho (29/06 a 03/07)
+ Semana de revisão.

  - Aprovei esta semana para revisar as atividades  e colocar em dia alguma que esteja pendente.


 3ª Semana (15 a 19 de junho) 
- Leia a tirinha a seguir, produzida por Leandro Assis.
  O que fazer agora?
- Como você entende essa tirinha do ponto de vista da desigualdade social e do racismo?

Obs.: Se surgirem dúvidas, usem os grupos criados pelos coordenadores por meio do aplicativo Whatsapp. Mais uma vez, para que não esqueçam: cuidem-se!
Logo mais, estaremos todos juntos presencialmente.

 2ª Semana (08 a 12 de junho) 
- Assista ao vídeo sobre Racismo, publicado pelo canal Brasil Escola.
Endereço do vídeo: 

- O que fazer agora?
  Assistindo ao vídeo, você acompanhou a explicação do que significa o conceito de racismo, bem como explicações sobre preconceito e discriminação. Depois de concluído o vídeo, reflita sobre o que foi dito pelo professor sobre as práticas de racismo no dia a dia. Sua atividade será escrever sobre os tipos de racismo apresentados no vídeo. Reflita e escreva sobre isso.

- Se surgirem dúvidas, usem os grupos criados pelos coordenadores por meio do aplicativo Whatsapp. 
  Mais uma vez, para que não esqueçam: cuidem-se!

  Logo mais, estaremos todos juntos presencialmente.

 1ª Semana (01 a 05 de junho) 
Assista ao vídeo “Ninguém nasce racista”.
Endereço do vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=qmYucZKoxQA&feature=youtu.be

O que fazer agora?
- Escreva um pequeno texto apresentando a sua interpretação acerca do vídeo que você assistiu durante essa aula. O tema central da cena do vídeo é o racismo, o preconceito que algumas pessoas praticam contra as outras tão somente pela cor de sua pele. Vimos que as crianças não conseguiam repetir as frases racistas contra a atriz negra, pois isso as machucava muito. O que você pensa sobre o racismo e sobre as pessoas racistas? Como podemos construir um mundo sem racismo? Reflita e escreva sobre isso.

  Se surgirem dúvidas, usem os grupos criados pelos coordenadores por meio do aplicativo
  Whatsapp. Mais uma vez, para que não esqueçam: cuidem-se!
  Logo mais, estaremos todos juntos presencialmente.

Atividades de maio
 4ª Semana ( 25 a 29 de maio) 
- Leia a História em Quadrinhos produzida pela cartunista Laerte:
O que fazer agora ?
- Escreva um pequeno texto apresentando a sua interpretação da história em quadrinhos lida na página anterior. Perceba que o conhecimento, representado na tirinha por um livro, foi algo bastante decisivo na transformação da lagarta em borboleta. O que você pode dizer no seu texto a respeito da importância da escola na sua vida? Reflita e escreva sobre isso. 
- Se surgirem dúvidas, usem os grupos criados pelos coordenadores por meio do aplicativo Whatsapp. Mais uma vez, para que não esqueçam: cuidem-se! 
Logo mais, estaremos todos juntos presencialmente.

 3ª Semana (18 a 22 de maio) 
+ Semana de revisão.
  - Aprovei esta semana para revisar as atividades  e colocar em dia alguma que esteja pendente.


 Atividades da 1ª Etapa encerrada

 2ª Semana (11 a 15 de maio) 
-  Assistir ao vídeo “O gênero Editorial”, cujo link está indicado logo abaixo:
   O gênero Editorial. 
- Como vocês perceberam, estudamos um pouco sobre o gênero editorial, um texto de circulação jornalística em nossa sociedade. O que fazer agora? Acessar o editorial compartilhado a seguir, escrito pelo Jornal Folha de São Paulo, no qual apresenta a postura do veículo jornalístico acerca das agressões sofridas pelos jornalistas, aqui no Brasil, no dia em que comemora-se a liberdade de imprensa. Link:
Marcha dos covardes

 1ª Semana  (04 a 08 de maio) 

- Assistir ao vídeo “Linguagem verbal e não verbal”, cujo link está indicado logo abaixo:

- Em seguida, você deve escrever um texto de opinião apresentando a sua posição, suas ideias e suas reflexões acerca do assunto tratado no vídeo assistido. O número de linhas do texto é livre, no entanto, escreva de forma a apresentar suas impressões sobre o que você assistiu. O assunto abordado é muito importante e servirá como frequência e nota na disciplina. 

- Se surgirem dúvidas, usem os grupos criados pelos coordenadores por meio do aplicativo Whatsapp. Mais uma vez, para que não esqueçam: cuidem-se! 
Logo mais, estaremos todos juntos presencialmente.


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